COMO EXPLICAR O EQUÍVOCO DO PRIMEIRO DIAGNÓSTICO? Hospital de Teresina descarta meningite em paciente de Parambu ~ Blog do Abraão Barros Parambu

quarta-feira, 31 de maio de 2017

COMO EXPLICAR O EQUÍVOCO DO PRIMEIRO DIAGNÓSTICO? Hospital de Teresina descarta meningite em paciente de Parambu



A Secretaria de Saúde do Estado do Ceará recebeu na tarde desta quarta-feira, 31, os resultados de novos exames feitos na paciente do município de Parambu que está internada em Teresina descartando um diagnóstico de meningite viral divulgado pela manhã.

Segundo o laudo assinado pelo médico Dr. Marcelo Adriano, do Hospital de Doenças Tropicais Natan Portela, na capital piauiense, encaminhado às autoridades de saúde do Estado do Ceará, a nova bateria de exames diagnosticou uma doença chamada Toxoplasmose Gondii, descartando completamente que a mulher de 39 anos tenha meningite viral.

As informações também já foram encaminhadas para a Secretaria de Saúde do município de Parambu.

A mulher de 39 anos de idade, residente no bairro Juazeiro, compareceu no Hospital Dr. Cícero Ferreira com sintomas de arboviroses no último dia 18 de maio, onde ficou internada até o dia 21, quando recebeu alta após o tratamento.

No entanto, a família resolveu levá-la para Teresina, onde foi hospitalizada e passou por vários exames.

O que é a Toxoplasmose Gondii
A toxoplasmose é causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, que tem distribuição geográfica mundial e apresenta alta prevalência sorológica, ou seja, muitas pessoas já entraram em contato com o mesmo.

A doença é uma zoonose, frequente em várias espécies de mamíferos (carneiro, cabra, porco, gato e outros felídeos) e aves.

O T. gondii é um parasito heteroxênico, ou seja, possui hospedeiro definitivo (HD) e intermediário (HI). Os gatos e outros felídeos não imunes são os hospedeiros definitivos.
 Ele tem como habitat vários tecidos, células (exceto hemácias) e líquidos orgânicos (saliva, leite, esperma, líquido peritoneal, etc.).

Transmissão
O ser humano adquire a infecção por três vias principais:
1. Ingestão de oocistos presentes em alimento ou água contaminadas, jardins, caixas de areia, latas de lixo ou disseminados mecanicamente por moscas, baratas, minhocas etc.

2. Ingestão de cistos (contendo bradizoítos) em carne crua ou mal cozida especialmente de porco e carneiro.

3. Congênita ou transplacentária – transmissão dos taquizoítos para o feto.

Diagnóstico
O diagnóstico clínico é de difícil realização.
Forma aguda:
Pesquisa de taquizoítos no leite, sangue, líquor, saliva etc.
Realização de esfregaço do material centrifugado com coloração pelo método de Giemsa;
Biópsia e realização de cortes histológicos em gânglios enfartados, fígado, baço e músculo corados por hematoxilina e eosina.
Diagnóstico imunológico
São feitos testes imunológicos que detectem anticorpos circulantes que correspondam a fase da doença:

IgM - Aparecem na primeira semana de infecção com pico até 1 mês; indicam quadro agudo.

IgG - Surge após 4 semanas; indica infecção crônica ou cura (imunidade).

*Pesquisa feita no site Biomedicina Padrão

Reportagem de Wilrismar Holanda


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