Ceará registra três mortes por ataques de animais peçonhentos em 2016 ~ Blog do Abraão Barros Parambu

terça-feira, 14 de junho de 2016

Ceará registra três mortes por ataques de animais peçonhentos em 2016



Nos últimos nove anos, 28.402 acidentes com animais peçonhentos foram notificados no Ceará, segundo balanço de Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), divulgado na última sexta-feira, 10. A maioria dos ataques foi de escorpiões, seguido de serpentes. Ao todo, três pessoas morreram vítimas de picadas de animais peçonhentos, em 2016.

As mortes, em 2016, foram em decorrência de picadas de serpente (1) e aranhas (2). A Sesa aponta, em boletim epidemiológico, 1.634 acidentes com animais peçonhentos neste ano. Destes, 1.170 notificações foram de ataques por escorpiões, 300 por serpentes, 61 com abelhas e 47 com aranhas.

Entre 2007 e 2016, foram notificados 18.494 casos de pessoas picadas por escorpiões e 6.169 por serpentes. O número de acidentes por escorpiões representa 65,1% dos casos, conforme a Sesa. Na série histórica, foram contabilizadas 56 mortes por animais peçonhentos, 33 por picadas de serpentes, 14 por picadas de escorpião, 7 por picadas de aranha e 4 por picadas de abelhas.

Os ataques por serpentes, por outro lado, foram mais letais do que os por escorpiões. Nos últimos nove anos, 33 pessoas morreram por picadas de serpentes, 14 por picadas de escorpiões, sete por picadas de aranhas e 4 por picadas de abelhas.

De acordo com a Sesa, as mulheres representam 51,2% das vítimas de acidentes por animais peçonhentos, sendo o escorpião (63,4%) o principal agressor, seguido pela lagarta (56,6%) e aranha (52,4%). Os homens representam 48,8% dos acidentes registrados, sendo a serpente (79%) o principal agressor, seguido por abelha (63,4%).

Os ataques por animais peçonhentos ocorrem durante todo o ano, mas a incidência de acidentes com serpentes aumenta no mês de julho. Com abelhas, os registros são maiores em agosto e, no caso de escorpiões, a incidência é maior entre outubro e janeiro.

A farmacêutica Rosa Freitas, do Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) do Instituto Dr. José Frota (IJF), explica que é importante tomar cuidados básicos de limpeza para evitar a proliferação desses animais dentro de casa. "Aranha e escorpiões são animais de hábitos noturnos, então é preciso verificar o fechamento de portas e janelas, checar as roupas de cama e banho, que são lugares que eles podem se alojar", frisa.

Rosa destaca que não existe dedetização de escorpião, mas a dedetização de baratas pode ajudar na prevenção. "Os escorpiões se alimentam mais de baratas", diz a farmacêutica. Os escorpiões de importância médica no Brasil pertencem ao gênero Titys, e a principal espécie no Nordeste é o stigmurus. "A toxina do nosso escorpião dificilmente alcança um nível de envenenamento em adultos saudáveis. A preocupação é maior com crianças com menos de seis anos e idosos, porque a toxina pode ocasionar falta de ar, dentre outros sintomas'', detalha ela.

No caso de picadas por serpentes, que são os animais peçonhentos mais letais no Estado, as vítimas devem procurar atendimento médico o mais rápido possível. "O ideal é trazer a cobra, mas se não for possível fazemos os exames. As cobras podem alcançar mais pessoas que viajam em matagais. Elas também têm descido muito as serras, à procura de comida, por conta dos desmatamentos", afirma Rosa.

Quando houver picada de aranha, as vítimas precisam observar a evolução dos hematomas cutâneos. "Tem que ver se essa lesão aumentou, se houve necrose. A sorologia pode ser feita até quatro dias após as picadas de aranhas", completa Rosa.

Cuidados
As principais vítimas de animais peçonhentos, conforme balanço da Sesa, foram os estudantes (23%), seguidos de agricultores (21,2%) e donas de casa (15,5%).

Entre 2007 e 2016, 26.117 dos casos notificados de ataques por animais peçonhentos evoluíram para a cura. Destes, 17.112 foram atendidos em até 3 horas depois da picada do animal agressor. Dentre os óbitos ocorridos 12,5% (7/56) receberam atendimento após 24 horas do acidente.

Entre as medidas de prevenção, a Sesa orienta:
1. Não depositar ou acumular lixo, entulho e materiais de construção junto às habitações;
2. Evitar que plantas trepadeiras se encostem às casas e que folhagens entrem pelo telhado ou pelo forro.
3. Controlar roedores existentes na área;
4. Não montar acampamento próximo a áreas onde normalmente há roedores (plantações, pastos ou matos) e, por conseguinte, maior número de serpentes;
5. Não fazer piquenique às margens de rios, lagos ou lagoas, e não encostar-se a barrancos durante pescarias ou outras atividades;
6. Limpar regularmente móveis, cortinas, quadros, cantos de parede e terrenos baldios (sempre com uso de EPI);
7. Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros e rodapés;
8. Utilizar telas, vedantes ou sacos de areia em portas, janelas e ralos;
9. Manter limpos os locais próximos das residências, jardins, quintais, paióis e celeiros;
10. Combater insetos, principalmente baratas (são alimentos para escorpiões e aranhas);
11. Preservar os predadores naturais dos animais peçonhentos.

Fonte: Opovo Online

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